A crise dos mísseis e a oposição interna desgastaram Kruschev, que em 1964 foi substituído por Leonid Brejnev. Durante 18 anos, Brejnev manteve a União Soviética dentro de um clima pesado e pouco aberto a reformas. Em alguns momentos, a hostilidade com os Estados Unidos recrudesceu. Mesmo assim, desenvolveram-se conversações para limitação de armas, tendo sido assinados alguns tratados, que no entanto foram interrompidos pela invasão soviética no Afeganistão, em 1979.


 

 



Dentro da União Soviética, Kruschev passou a sofrer pressões devido a seu reformismo. Em outubro de 1964, perdeu o poder para Leonid Brejnev.

Embora prometesse continuar as reformas internas e buscar a aproximação com o Ocidente, na prática Brejnev representava a retomada do controle pela poderosa burocracia, impermeável a mudanças, ainda que controladas. O novo governante teve de se equilibrar entre a estagnação da economia interna e o crescimento dos gastos militares. Além da produção de armamentos, a União Soviética gastava fortunas para manter suas tropas em constante estado de alerta, não só em suas próprias fronteiras, mas também em diversos pontos do globo em sua esfera de influência.

Nos 18 anos de poder, o governo de Brejnev exerceu severo controle sobre os países da Europa Oriental. Na Tchecoslovàquia, em 1968, um movimento de reformas1iberalizantes – Primavera de Praga, liderada por Alexander Dubcek – foi esmagado por tanques do Pacto de Varsóvia.

O contato com os Estados Unidos foi retomado durante a presidência de Richard Nixon (1968-1974). Mas as conversações sobre limitação de armas nucleares acabaram interrompidas em decorrência da invasão soviética do Afeganistão, em 1979. Nesse país, o exército soviético interveio para sustentar um governo pró-Moscou que acabara de derrubar a monarquia.