
Lenin morreu em 1924. Dois importantes dirigentes do partido
disputaram o poder: o secretário-geral, Joseph Stalin,
e Leon Trotski, Comissário do Povo para Assuntos
de Guerra. Stalin venceu a disputa. Trotski não concordava
com a orientação que Stalin imprimia à
direção do país e passou a fazer oposição
ao novo dirigente, mas foi expulso do partido e do território
soviético. Morreu no México em 1940, assassinado
por um agente de Stalin.
Controlando a burocracia partidária e estatal, Stalin
foi afastando seus opositores, até conseguir se tornar
ditador absoluto em 1929. Além da extrema centralização
política, Stalin instituiu a planificação
geral da economia, através dos planos qüinqüenais,
que procuravam desenvolver a indústria pesada e forçar
a coletivização da agricultura. Para obter
a auto-suficiência industrial, a produção
de bens de consumo foi restringida. A erradicação
do analfabetismo e a expansão do ensino técnico
também contribuíram para que a União
Soviética alcançasse rapidamente um elevado
nível de desenvolvimento industrial.
Uma nova Constituição, outorgada por Stalin
em 1936, confirmou seu poder totalitário. Por meio
de uma política de expurgos maciços, que instalou
o terror permanente, o governante promoveu o afastamento
e a eliminação dos que se opunham a ele, até
mesmo de antigos e leais defensores do regime socialista.
Com essa extrema centralização e com o aumento
do controle burocrático e policial sobre a população
soviética, Stalin instaurou o culto a sua personalidade,
transformando a ditadura do proletariado em ditadura pessoal.
|