Enquanto Stalin fortalecia seu poder na União Soviética e tentava a todo custo industrializar seu país, na Alemanha Hitler desenvolvia uma agressiva política externa, com anexações de territórios vizinhos. Para precaver-se. Stalin julgou prudente selar um acordo secreto com a Alemanha, visando livrar a União Soviética das ambições do líder nazista.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 



 

 



Enquanto Stalin, por meio da força, impunha à União Soviética seu governo totalitário, o restante da Europa também assistia à ascensão de regimes totalitários, como o fascismo, na Itália, e o nazismo, na Alemanha.

Ambos os países amargavam profundo ressentimento com o desfecho da Primeira Guerra Mundial. A Itália, que lutara ao lado dos vencedores, não obtivera os territórios e as reparações que pretendia. A Alemanha sofria com os humilhantes termos de paz impostos no Tratado de Versalhes, especialmente o pagamento de enormes reparações aos países vencedores. A difícil situação econômica impedia que tanto a Itália como a Alemanha tivessem acesso aos mercados consumidores externos e às fontes de matéria-prima, dificultando seu desenvolvimento industrial e sua equiparação às demais potências da época: França e Inglaterra.

Na Itália, a difícil situação do pós-guerra fortaleceu as correntes políticas de extrema direita, que em 1922 levaram ao poder o Partido Fascista, de Benito Mussolini. Na Alemanha, o grande beneficiado pela situação de humilhação nacional e pelo caos econômico – especialmente depois da Grande Depressão de 1929 – foi o Partido Nazista, liderado por Adolf Hitler, que subiu ao poder em 1933. Em 1936, Alemanha e Itália se tornaram aliados, formando o Eixo Roma–Berlim (ao qual se juntaria, em 1940, o Japão).
Os governos da Itália e da Alemanha iniciaram uma política de expansão, através da anexação de territórios vizinhos. Para a execução dessa política, os dois países passaram a organizar poderosas e bem equipadas forças armadas.

A agressiva política expansionista da Itália e da Alemanha pôs em risco o precário equilíbrio que vigorava entre os países da Europa. Em março de 1938, Hitler anexou a Áustria e incorporou os Sudetos, região da Tchecoslováquia habitada predominantemente por alemães. A Inglaterra e a França, principais potências da Europa, acovardaram-se diante da investida de Hitler e acabaram aceitando a anexação, pois achavam que isso iria satisfazer as ambições do ditador alemão. Mas Hitler não recuou, anexando, em 1939, o restante da Tchecoslováquia, enquanto a Itália de Mussolini anexava a Albânia.

Em abril do mesmo ano, Hitler demonstrou a intenção de reocupar o corredor polonês, região que desembocava em Dantzig (atual Gdansk) e dava à Polônia uma saída para o mar. Para evitar uma guerra em duas frentes, Hitler firmou um acordo secreto com a União Soviética para dividir a Polônia (Pacto Germano-Soviético de 27/8/39). Stalin concordou, mediante a promessa germânica de não intervir na expansão soviética pelo Mar Báltico.