
Em 1º de setembro de 1939, a Alemanha invadiu a Polônia.
A Inglaterra e a França finalmente reagiram ao expansionismo
de Hitler e declararam guerra à Alemanha. Começava
a Segunda Guerra Mundial. Enquanto isso, respaldada por
seu pacto com a Alemanha, a União Soviética
se apossava da Polônia Oriental e invadia a Finlândia.
Em 1940, Hitler avançou sobre a França e o
norte da África. Em seguida, dominou a Hungria, a
Romênia, a Bulgária e a Eslováquia.
A Grécia e a Iugoslávia foram submetidas logo
depois.
Em junho de 1941, em claro desrespeito ao pacto estabelecido
com Stalin, Hitler ordenou a invasão da União
Soviética. A expansão para o território
soviético era uma antiga aspiração
do líder nazista, que já a anunciara em seu
livro Mein Kampf, escrito no início da década
de 1920.
No final desse ano, também os Estados Unidos entraram
na guerra, depois que sua base de Pearl Harbor, no Pacífico,
foi atacada pela aviação japonesa. Aliado
da Alemanha e da Itália, o Japão empreendia
uma agressiva política de expansão na Ásia.
A guerra se generalizou, desenvolvendo-se em três
frentes: ocidental, oriental e do Pacífico.
Na frente oriental, embora com relativo sucesso no início,
o exército alemão enfrentou a incansável
resistência dos soviéticos. O exército
soviético empregou a tática de "terra
arrasada": tudo era retirado por trem e levado para
as regiões orientais do país: fábricas,
máquinas agrícolas, gado e também a
população. O que não podia ser levado
era destruído. Isso acabou dificultando seriamente
o avanço alemão. Mesmo sofrendo baixas consideráveis,
Hitler ordenou que seus comandados "continuassem o
avanço, até o último homem”.
Seu objetivo era apossar-se dos campos petrolíferos
do Cáucaso e das indústrias militares de Stalingrado.
No auge do avanço, a frente de guerra se estendia
de norte a sul da União Soviética. Os alemães
sitiaram Leningrado por dois anos e chegaram perto de Moscou.
Mas os soviéticos, beneficiados pelo inverno e contando
com reforços trazidos de outros pontos do país,
resistiram e impuseram a mais importante derrota aos alemães,
na batalha de Stalingrado (setembro de 1942–janeiro
de 1943).
Começava aí o recuo nazista, enquanto o exército
soviético ia avançando sobre as zonas ocupadas.
Conseguiu retomar a Bulgária, a Hungria, a Tchecoslováquia,
a Polônia e a Finlândia e marchou com decisão
sobre a fronteira oriental da Alemanha.
Enquanto isso, o ataque combinado de ingleses e americanos
libertou a França, os Países Baixos e a Bélgica,
fechando o cerco a Hitler pela frente ocidental.
Em fevereiro de 1945, Stalin, Franklin Roosevelt (presidente
dos Estados Unidos) e Wiston Churchill (primeiro-ministro
britânico) reuniram-se na Conferência de Yalta
para acertar os detalhes da grande ofensiva contra a Alemanha,
fixar as zonas de ocupação do território
germânico pelas potências aliadas e reformular
o mapa europeu.
Em abril de 1945 os soviéticos cercaram Berlim e
Hitler se suicidou. Em maio as tropas alemãs capitularam
nas diversas frentes de batalha.
A União Soviética teve o maior número
de mortos na guerra: 20 milhões de pessoas. Nenhum
outro país contou tantas vítimas e nenhum
resistiu mais firmemente aos avanços das tropas de
Hitler.
Na Conferência de Potsdam, realizada em julho de 1945,
Stalin, Churchill e Harry Truman (sucessor de Roosevelt)
reuniram-se para definir o destino da Alemanha derrotada.
Além da desmobilização completa de
suas forças armadas, da redução de
seu parque industrial e da obrigatoriedade de pagar pesadas
repa rações de guerra, a Alemanha teve seu
território dividido em quatro zonas de ocupação,
a serem administradas pela União Soviética,
Inglaterra, Estados Unidos e França.
Os Estados Unidos e a União Soviética emergiram
da Segunda Guerra Mundial como as duas maiores potências
do planeta.
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