O pacto firmado por Stalin com a Alemanha nazista não livrou a União Soviética da guerra. Em junho de 1941 o território soviético era atacado e invadido pelo exército alemão. Os primeiros meses de guerra foram desastrosos para a União Soviética. O avanço do exército nazista era arrasador. Cidades de vilas eram sistematicamente destruídas; as vítimas eram sobretudo as mulheres, as crianças e os velhos.

 




 

 

 



Logo após a guerra, a Europa viveu um período de estagnação econômica, em virtude da paralisação das atividades produtivas, sobretudo agrícolas, do desmantelamento da rede ferroviária, da baixa produção de matérias-primas e da drástica redução da população economicamente ativa.

Apesar de terem sido aliados durante a guerra, os Estados Unidos e a União Soviética começaram logo a se desentender. Já na Conferência de Potsdam (julho de 1945) apareceram claramente as diferenças políticas entre os dois regimes e as divergências sobre a partilha de territórios e a definição das áreas de influência. Mas era certo que, com o enfraquecimento da Grã-Bretanha e da França, caberia a soviéticos e norte-americanos a decisão sobre os destinos da Europa.

O fato de os Estados Unidos contarem com bombas atômicas – as primeiras foram lançadas sobre Hiroshima e Nagasaki em agosto de 1945 – causava preocupação à União Soviética. Em contrapartida, o Ocidente ia se mostrando cada vez mais temeroso com relação ao avanço soviético: durante a Segunda Guerra, a União Soviética anexara as repúblicas bálticas da Estônia, Letônia e Lituânia, além de ocupar outros países que ajudara a libertar da presença nazista. E mais, o Kremlin cooperava ativamente com os partidos comunistas locais para a formação de democracias populares (repúblicas socialistas) nessas regiões. Foi o caso da Polônia e da Iugoslávia (1945), da Albânia e da Bulgária (1946), da Romênia (1947), da Tchecoslováquia (1948) e da Hungria (1949).

Nas palavras de Winston Churchi1l, a União Soviética de Stalin estendia sobre esses países uma “cortina de ferro”, que impediria qualquer influência do capitalismo sobre a Europa Centro-Oriental.