
Logo após a guerra, a Europa viveu um período
de estagnação econômica, em virtude
da paralisação das atividades produtivas,
sobretudo agrícolas, do desmantelamento da rede ferroviária,
da baixa produção de matérias-primas
e da drástica redução da população
economicamente ativa.
Apesar de terem sido aliados durante a guerra, os Estados
Unidos e a União Soviética começaram
logo a se desentender. Já na Conferência de
Potsdam (julho de 1945) apareceram claramente as diferenças
políticas entre os dois regimes e as divergências
sobre a partilha de territórios e a definição
das áreas de influência. Mas era certo que,
com o enfraquecimento da Grã-Bretanha e da França,
caberia a soviéticos e norte-americanos a decisão
sobre os destinos da Europa.
O fato de os Estados Unidos contarem com bombas atômicas
– as primeiras foram lançadas sobre Hiroshima
e Nagasaki em agosto de 1945 – causava preocupação
à União Soviética. Em contrapartida,
o Ocidente ia se mostrando cada vez mais temeroso com relação
ao avanço soviético: durante a Segunda Guerra,
a União Soviética anexara as repúblicas
bálticas da Estônia, Letônia e Lituânia,
além de ocupar outros países que ajudara a
libertar da presença nazista. E mais, o Kremlin cooperava
ativamente com os partidos comunistas locais para a formação
de democracias populares (repúblicas socialistas)
nessas regiões. Foi o caso da Polônia e da
Iugoslávia (1945), da Albânia e da Bulgária
(1946), da Romênia (1947), da Tchecoslováquia
(1948) e da Hungria (1949).
Nas palavras de Winston Churchi1l, a União Soviética
de Stalin estendia sobre esses países uma “cortina
de ferro”, que impediria qualquer influência
do capitalismo sobre a Europa Centro-Oriental.
|