Uma das principais características da guerra fria se manifestou na corrida armamentista. Estados Unidos e União Soviética passaram a desenvolver armas cada vez mais sofisticadas e de maior capacidade de destruição. Exemplos dessas armas eram os mísseis balísticos intercontinentais, capazes de transportar armas atômicas. Nessa corrida, cada lado procurava suplantar o outro e garantir a supremacia na eventualidade de um confronto.

 


 

 




Estava armado o cenário para o confronto entre as duas grandes potências, Estados Unidos e União Soviética. Sua animosidade ultrapassava as fronteiras dos respectivos aliados, para se estender a outras regiões do globo, sempre com o objetivo de ampliar suas esferas de influência e dominar áreas estratégicas.

O mundo dividiu-se então em dois blocos distintos e rivais: o capitalista, sob a liderança dos Estados Unidos, e o socialista, sob o comando da União Soviética. As disputas entre as nações líderes acabaram se estendendo para outras regiões da terra, camufladas na forma de ajuda financeira e militar.

Concentradas na tarefa de sua reconstrução interna, a França, a Inglaterra e a Holanda tinham dificuldades em manter seus domínios coloniais na África e na Ásia. Assim, os Estados Unidos passaram à ofensiva para ocupar esses espaços, criando zonas de atrito com a União Soviética, também preocupada em apoiar os partidos comunistas locais e garantir sua influência nessas regiões.

Nessas áreas ocorreriam enfrentamentos entre as duas potências a partir da década de 50. Exemplo marcante foi a Guerra da Coréia (1950-1953), que resultou na criação de dois países: a Coréia do Sul, capitalista, e a Coréia do Norte, socialista.

A guerra fria ia deixando o mundo todo apreensivo com a
possibilidade de um: conflito direto, agora com armas nucleares.

Temor de um confronto, ativas redes de espionagem, propaganda maciça contra o regime político do “inimigo”, este era o clima dominante nas potências, que acabava se espraiando para as respectivas áreas de influência.