
Sob a férrea condução de Stalin, os
soviéticos implementaram o Quarto Plano Qüinqüenal
(1946-1950), que privilegiava o setor energético,
o transporte ferroviário e a reconstrução
das fábricas atingidas pela guerra. Entre 1951 e
1955, o Quinto Plano Qüinqüenal, que incentivava
principalmente o progresso tecnológico e a indústria
bélica, elevou a União Soviética ao
lugar de segunda potência industrial do mundo. Rapidamente
o país tornou-se o maior produtor de aço e
de petróleo.
A agricultura, porém, não acompanhou esse
ritmo, tornando problemático o abastecimento de uma
população crescente. Esse fato teria repercussão
desastrosa num futuro não muito distante.
No plano político, a violência que caracterizou
o governo de Stalin não atingiu apenas a União
Soviética. Alcançou também os outros
países do bloco socialista, que tentavam encontrar
vias próprias de desenvolvimento, fora dos rígidos
padrões do Kominform.
Após a dissidência da Iugoslávia do
marechal Tito, em 1948, Stalin mergulhou no terror a Europa
do Leste. Promoveu expurgos nos partidos comunistas da Hungria
e da Bulgária (1949), da Polônia (1951) e da
Romênia (1952), garantindo pela força que o
exemplo iugoslavo não tivesse seguidores.
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