Coelho Neto (1864-1934)

Reprodução

Henrique Maximiano Coelho Neto

Henrique Maximiano Coelho Neto nasce na cidade maranhense de Caxias, em 21 de fevereiro de 1864. Filho do português Antônio da Fonseca Coelho e da índia Ana Silvestre Coelho, seis anos depois muda-se com a família para o Rio de Janeiro.

Inicialmente, tenta cursar Medicina, mas desiste do curso e transfere-se para São Paulo, matriculando-se na Faculdade de Direito do largo de São Francisco, em 1883. Temendo represálias por causa de uma briga em que se envolve com um professor, Coelho Neto vai para o Recife, onde continua os estudos de Direito.

De volta a São Paulo, adere às causas abolicionista e republicana. Ao concluir seus estudos jurídicos, em 1885, volta para o Rio de Janeiro. Aí conhece Olavo Bilac, Luís Murat, Guimarães Passos e Paula Ney. A campanha abolicionista o torna companheiro de José do Patrocínio. Passa a exercer a atividade jornalística e inicia a publicação de seus trabalhos literários.

Em 1890, Coelho Neto casa-se com Maria Gabriela Brandão, filha do educador Alberto Olympio Brandão. O casal tem quatorze filhos. No mesmo ano de seu casamento, começa a atividade na vida pública, assumindo a secretaria de Governo do Estado do Rio de Janeiro e, no ano seguinte, a Diretoria de Negócios do Estado. Em 1892, Coelho Neto é nomeado professor de História da Arte na Escola Nacional de Belas Artes. Em 1910, torna-se professor de História do Teatro e Literatura Dramática da Escola de Arte Dramática. Logo depois passa a dirigir a instituição.

Foi eleito deputado federal pelo Maranhão em 1909 e reeleito em 1917. Nessa época, sua atividade em jornais e revistas era muito grande. Assinava seus trabalhos com o próprio nome e vários pseudônimos, como Anselmo Ribas, Caliban, Ariel, Amador Santelmo, Blanco Canabarro, Charles Rouget, Democ, N. Puck, Tartarin, Fur-Fur, Manés, entre outros.

Entre os livros que escreveu, há obras como A capital federal, romance, de 1893; Rapsódias, contos, de 1891; A descoberta da Índia, narrativa histórica, de 1898; A Conquista, romance, de 1899; Mano, Livro da Saudade, de 1924; Fogo Fátuo, romance, de 1929. Publicou também peças de teatro, crônicas, críticas, obras didáticas, discursos e conferências. Coelho Neto é o fundador da Cadeira número 2 da Academia Brasileira de Letras (ABL), que tem Álvares de Azevedo como patrono. Em 28 de novembro de 1934, no Rio de Janeiro, morre Coelho Neto.


Fonte consultada:
www.academia.org.br/cads/2/coelho.htm

É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem autorização escrita da Editora Ática Ltda.
©2002-2006 - Editora Ática Ltda. Todos os direitos reservados.